O AM vai deixar os clássicos um pouco de lado essa semana, para destacar um disco mais recente, que tem tudo para ser um futuro clássico. Estou falando do ensolarado "Efêmera- Tulipa Ruiz" . Lançado em Maio de 2010. Apesar do sucesso considerável, dois discos e críticas elogiosas de gente de peso, ao conversar com algumas pessoas sobre música, vi que muita gente ainda não conhece a menina flor. Vou tentar apresentá-la então. Tulipa Ruiz Chagas não é filha da poeta Alice Ruiz, como já esclareceu a própria Tulipa no ínicio da carreira. Sua herança artística veio do pai, o guitarrista Luiz Chagas, que tocava no Isca de Polícia, banda que acompanhava o genial Itamar Assumpção. Além do pai, Tulipa tem um irmão músico. Gustavo Ruiz já tocou com Mariana Aydar e Trash Pour 4 (Uma banda que por sinal, eu gosto muito.)
Gustavo assina a produção dos dois trabalhos da irmã, além de integrar a banda de Tulipa ao lado de seu pai Luiz. Tulipa nasceu em Santos, mas criou-se em São Lourenço- MG. Formada em comunicação e multimeios pela PUC-SP, atuou como Jornalista até 2008. É também ilustradora e já fez desenhos para livros infantis, agendas, cartazes de show e capas de discos, incluindo Efêmera, onde deixou registrado seu talento como desenhista. O encarte do disco conta com ilustrações de alguns amigos de Tulipa (Tiê, Karina Bhur, Romulo Fróes, Ná Ozzeti e etc.) Tropicalismo, Clube da Esquina e discretas pitadas de Vanguarda Paulista compõem o Pop Florestal de Tulipa (Gênero criado pela própria cantora, na dificuldade de definir seu estilo) Tulipa é assumidamente influenciada por cantoras como Joni Mitchell, Ná Ozetti, Baby do Brasil e Gal Costa.
É possível ouvir um pouco de cada uma delas em sua forma em sua forma de interpretar. Apesar das influências, a menina flor têm estilo e características que são só suas, muito importante num país de cantoras cada vez mais parecidas e de chatas modernosas, que fazem viagens de dificil assimilação para a maioria dos mortais. Efêmera apresenta um pop rock equilibrado, com letras simples, porém maduras e ricas de imagens instigantes, arranjos precisos e o canto macio, afinado e de agudos límpidos e bem dosados da menina flor. A faixa título "Efêmera" tem uma levada havaíana envolvente, e fala sobre momentos simples da vida, que são tão frágeis e impactantes ao mesmo tempo. O Rockinho Sessentista "Pontual" tem uma ótima linha de baixo. Nessa música, Tulipa aparece como a menina que tenta se organizar, mas chega sempre atrasada e nunca pega o filme do começo.
"Pedrinho" é outro momento sessentista do disco. Segundo Tulipa, a música fala sobre dois homens, e isso é tudo que eu sei. Uma amizade colorida, talvez! (Mas isso é só uma interpretação pessoal. He He!) A faixa ainda conta com um coro formado por Leo Cavalcanti, Juliana Kehl, Mariana Aydar, Tatá Aeroplano e Tiê. Outro grande momento do disco é a fofísssima "Do Amor", que conta apenas com violão, guitarra e percussão na primeira parte, valorizando a voz bonita e agradável de Tullipa. Suaves pinceladas de teclado aparecem na segunda parte da canção. A música vai crescendo gradativamente até a entrada completa da banda ao final, onde Tulipa explora seus ótimos recursos vocais em agudos emocionantes.
Na urbana "Às vezes" (Música de Luiz Chagas) Tulipa dá um rolê pela Augusta. "A swingada, bucólica e tropicalista "A Ordem das árvores" é o momento mais Gal Costa do disco. "Da Menina" é o momento Rita Lee do álbum. Uma letra simples, que descreve com charme a transformação de uma menina em mulher. A deliciosa "Só sei dançar com você" fecha essa ótima seleção, deixando a gente com gostinho de quero mais. Efêmera é dançante, feminino, tropicalista, mineiro, paulista, romântico, engraçado. Enfim ! Qualquer coisa, menos efêmero.
Texto de
Thiago Cardoso Sepriano
FAIXAS
01- Efêmera
02- Pontual
03- Do Amor
04- Pedrinho
05- A Ordem Das Árvores
06- Sushi
07- Brocal Dourado
08- Aqui
09- Às Vezes
10- Da Menina
11- Só Sei Dançar Com Você
OUÇA NA ÍNTEGRA
BAIXE O DISCO
http://www.4shared.com/get/6Q4S-uKx/Tulipa_Ruiz-Efmera__2010_.html
Gustavo assina a produção dos dois trabalhos da irmã, além de integrar a banda de Tulipa ao lado de seu pai Luiz. Tulipa nasceu em Santos, mas criou-se em São Lourenço- MG. Formada em comunicação e multimeios pela PUC-SP, atuou como Jornalista até 2008. É também ilustradora e já fez desenhos para livros infantis, agendas, cartazes de show e capas de discos, incluindo Efêmera, onde deixou registrado seu talento como desenhista. O encarte do disco conta com ilustrações de alguns amigos de Tulipa (Tiê, Karina Bhur, Romulo Fróes, Ná Ozzeti e etc.) Tropicalismo, Clube da Esquina e discretas pitadas de Vanguarda Paulista compõem o Pop Florestal de Tulipa (Gênero criado pela própria cantora, na dificuldade de definir seu estilo) Tulipa é assumidamente influenciada por cantoras como Joni Mitchell, Ná Ozetti, Baby do Brasil e Gal Costa.
É possível ouvir um pouco de cada uma delas em sua forma em sua forma de interpretar. Apesar das influências, a menina flor têm estilo e características que são só suas, muito importante num país de cantoras cada vez mais parecidas e de chatas modernosas, que fazem viagens de dificil assimilação para a maioria dos mortais. Efêmera apresenta um pop rock equilibrado, com letras simples, porém maduras e ricas de imagens instigantes, arranjos precisos e o canto macio, afinado e de agudos límpidos e bem dosados da menina flor. A faixa título "Efêmera" tem uma levada havaíana envolvente, e fala sobre momentos simples da vida, que são tão frágeis e impactantes ao mesmo tempo. O Rockinho Sessentista "Pontual" tem uma ótima linha de baixo. Nessa música, Tulipa aparece como a menina que tenta se organizar, mas chega sempre atrasada e nunca pega o filme do começo.
"Pedrinho" é outro momento sessentista do disco. Segundo Tulipa, a música fala sobre dois homens, e isso é tudo que eu sei. Uma amizade colorida, talvez! (Mas isso é só uma interpretação pessoal. He He!) A faixa ainda conta com um coro formado por Leo Cavalcanti, Juliana Kehl, Mariana Aydar, Tatá Aeroplano e Tiê. Outro grande momento do disco é a fofísssima "Do Amor", que conta apenas com violão, guitarra e percussão na primeira parte, valorizando a voz bonita e agradável de Tullipa. Suaves pinceladas de teclado aparecem na segunda parte da canção. A música vai crescendo gradativamente até a entrada completa da banda ao final, onde Tulipa explora seus ótimos recursos vocais em agudos emocionantes.
Na urbana "Às vezes" (Música de Luiz Chagas) Tulipa dá um rolê pela Augusta. "A swingada, bucólica e tropicalista "A Ordem das árvores" é o momento mais Gal Costa do disco. "Da Menina" é o momento Rita Lee do álbum. Uma letra simples, que descreve com charme a transformação de uma menina em mulher. A deliciosa "Só sei dançar com você" fecha essa ótima seleção, deixando a gente com gostinho de quero mais. Efêmera é dançante, feminino, tropicalista, mineiro, paulista, romântico, engraçado. Enfim ! Qualquer coisa, menos efêmero.
Texto de
Thiago Cardoso Sepriano
FAIXAS
01- Efêmera
02- Pontual
03- Do Amor
04- Pedrinho
05- A Ordem Das Árvores
06- Sushi
07- Brocal Dourado
08- Aqui
09- Às Vezes
10- Da Menina
11- Só Sei Dançar Com Você
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